paulomarginal

Funky Lagos

Posted in Funk/Soul by paulomarginal on dezembro 30, 2009

Asiko Rock Group da Nigéria. Lagos mais uma vez impressiona com outra banda desconhecida. Não sei nada sobre o grupo e se alguém tiver maiores informações, me mande um email, por favor. Se preparem para faixas como Lagos City e Everybody Get Down, puro deep funk africano que combina perfeitamente com o fim de ano.

Asiko Rock Group – Lagos City

Asiko Rock Group – Solo Mon a Ndoan

*Asiko Rock Group – s/t

Tagged with: , ,

Décadas atrás

Posted in Funk/Soul by paulomarginal on junho 29, 2009

Tá certo, o branco morreu. Agora todo mundo se transformou no maior fã ou diz ter sempre seguido a carreira da bichinha mutante mais talentosa do mundo pop. Não importa, fora as baladinhas cafonas que ele sempre usava pra forrar álbum, eu sou mais um que gosta de suas músicas. Para relembrar uma época melhor do cara, assistam abaixo um vídeo gravado em 1983. James Brown chama ao palco Michael Jackson e um Prince cheirado, montado nas costas de um cara usando uma regata de zebra (não to de sacanagem). Mama say mamakossa motherfucker.

Tagged with: ,

Linos Portable LP Player

Posted in Funk/Jazz, Funk/Soul, Hip Hop, Jazz by paulomarginal on junho 24, 2009

O designer Charles Pyott desenvolveu um protótipo de toca-disco portátil que parece muito prático. Ao invés de usar um prato, o disco roda encaixado. O aparelho é perfeito pra visitar sebos e feiras, e ainda conta com uma conexão micro USB.  Confira outro modelo semelhante aqui.

Tagged with: , ,

Bizarros

Posted in Funk/Soul, Hip Hop by paulomarginal on maio 23, 2009

Voltei a ouvir as gravações do Kool Keith com o Automator e continuo impressionado com essa dupla. O Kool Keith tem seus momentos intensos, mesmo que na maioria das vezes fale muita merda debilóide/juvenil. Seus alter egos são sempre escrotamente provocativos. O Automator criou sons que complementam as letras absurdas do Kool Keith, é só ouvir Dr. Octagonecologyst pra ter uma amostra do Kool Keith sendo um lunático.

Automator feat. Kool Keith – It’s Over Now

Separei o sample usado na música It’s Over Now do EP de ‘96, A Better World do Automator (remasterizado e relançado em 2000 como A Much Better World). Retirado da trilha sonora do filme The Flasher (1973) que aparentemente era sobre gente que curte exposição indecente . O sample em destaque, Sour Soul, é o que mais interessa. Trata-se de uma faixa instrumental lenta, bem funkeada. O resto é interessante também, um psych/funk meio anos 60, vale a pena conferir.

Pool-Pah – Sour Soul

*Pool-Pah – The Flasher OST

Tagged with: , , , , ,

Patrimônio Esquecido

Posted in Funk/Soul by paulomarginal on março 25, 2009

Já me disseram que Arthur Verocai é música brasileira pra gringo, se esse é o caso, eu não sou brasileiro. Os arranjos, a fusão de estilos, tudo é muito bem feito. O primeiro disco, lançado em ’72, é uma viagem que cada vez que eu ouço se torna mais complexa e intrigante. Produtores gringos sampleiam esse disco faz tempo, mas parece que ninguém por aqui se liga. Tá certo que tem disco dele  sendo vendido por mais de 1000 dólares, mas é um absurdo esse cara não ter maior reconhecimento. Seu trabalho conta com uma participação de Carlos Dafé, e já rolaram colaborações com o Airto Moreira e a galera do Azymuth. Verocai inclusive tocou com esse pessoal em Los Angeles no dia 15 de março (o que precisamos fazer pra poder ter mais shows desse tipo por aqui?), tudo organizado pelo pessoal do Mochilla. Caso se interesse por mais informação, sugiro uma visita ao excelente Soul Spectrum.

Arthur Verocai lançou seu trabalho mais recente em 2007, pela Far Out Records. Abaixo uma entrevista, onde ele fala sobre seus discos e discute suas influências.

Arthur Verocai – Presente Grego

Arthur Verocai – Caboclo

Tagged with: , , , ,

The Axe

Posted in Funk/Soul by paulomarginal on março 10, 2009

Song of Innocence é épico. David Axelrod gravou muita coisa, mas esse album é especial. Axelrod iniciou sua carreira como produtor de jazz nos anos 50 e trabalhou com lendas como “Cannonball” Adderley e Lou Rawls. Devido ao seu excelente trabalho como produtor acabou obtendo a oportunidade de lançar seu primeiro álbum pela Capitol Records.

Seus discos são absurdamente sampleados e a lista de produtores e emcees de hip hop que o veneram é muito extensa: Cut Chemist, Pete Rock, Lord Finesse, Diamond D, DJ Shadow, DJ Krush, Showbiz, entre outros.  São realmente muitos pra listar aqui.

David Axelrod – The Smile

O Premier foi mais um produtor que mexeu em “The Smile”

Se o interesse de vocês for além de Song of Innocence, talvez notem como a carreira desse cara vai do emocionante ao bizarro, do pop ao obscuro. Admito que alguns dos LPs são mais complicados, outros menos complexos, mas aqui está outro cara que merece ser ouvido.

David Axelrod – Holy Thursday

“Holy Thursday” também passou por um tratamento dos Beatnuts


David Axelrod – The Mental Traveler

Tagged with: , , ,

Reapresentando Shuggie Otis

Posted in Funk/Soul by paulomarginal on fevereiro 28, 2009

Caso você goste de Sly Stone, The Meters ou até mesmo Stevie Wonder, acredito que o excelente Shuggie Otis facilmente entrará na sua lista de favoritos. Essa figura, filho do conhecido Johnny Otis, gravou com inúmeros monstros como Al Kooper, Cal Tjader, Frank Zappa e ainda era amigo do Arthur Lee da banda Love. Não posso esquecer de mencionar que a carreira dele começou quando tinha somente 15 anos! O lado bizarro da história é que poucos anos depois, sua carreira aparentemente acabou. Após gravar o inesquecível Inspiration Information, Shuggie não lançou mais nenhum outro disco solo.  Além disso, recusar um convite para fazer parte dos Rolling Stones e mandar um não para outro convite de Buddy Miles não deve ter ajudado muito. Parece que houveram muitas razões para isso acontecer, não sei o que rolou, deixo isso pra vocês pesquisarem.

Shuggie Otis – Sweet Thang

O que importa mesmo é o que ele produziu. Inspiration Information parece tão experimental quanto bem resolvido. Para quem precisa de uma referência mais próxima, J Dilla sampleou Not Available em Donuts, assim como o Diggable Planets usou Island Letter na música For Corners. O selo Luaka Bop do guitarrista do Talking Heads, David Byrne, relançou esse grande disco e é muito bom ver que ainda existe gente que busca coisa diferente. Corram atrás dos discos desse cara, vale a pena.

Shuggie Otis – Strawberry Letter 23

Tagged with: , ,